Cheddar é Remoso? Mitos e Verdades sobre o Queijo
Poucos alimentos geram tantas dúvidas quando o assunto é alimentação após cirurgias, cicatrizações ou até em questões religiosas quanto os chamados “alimentos remosos”. O queijo cheddar, um dos mais populares do mundo, acaba entrando nessa polêmica: será que ele é realmente remoso ou isso é apenas mais um mito? Neste artigo vamos mergulhar nesse tema, trazer explicações simples, desmistificar crenças e mostrar o que a ciência e a tradição dizem sobre o consumo do cheddar.

O que significa “remoso”?
Antes de tudo, é importante entender o que significa o termo “remoso”. A palavra tem origem popular e está ligada a alimentos que, segundo a tradição, dificultam a cicatrização, aumentam inflamações ou até provocam desconforto intestinal. Embora não exista um conceito científico fechado para “remoso”, muitos médicos e nutricionistas explicam que esses alimentos geralmente são ricos em gordura, colesterol, condimentos fortes ou proteínas de difícil digestão.
Na cultura popular brasileira, são considerados remosos alimentos como: carne de porco, frutos do mar, frituras, chocolates, alguns queijos, entre outros. A ideia é que esses itens “atrapalham a cicatrização” quando alguém passa por uma cirurgia, por exemplo.
O cheddar é remoso?
O queijo cheddar entra nessa discussão porque é um queijo processado, geralmente mais gorduroso e com aditivos em versões industrializadas. Ele contém uma quantidade significativa de gordura saturada e sódio, o que pode realmente sobrecarregar o organismo em momentos de recuperação, como após uma cirurgia ou quando há feridas cicatrizando.
Então, sim, do ponto de vista da tradição popular, o cheddar pode ser considerado remoso. Mas isso não significa que ele seja proibido ou sempre prejudicial. O que acontece é que em situações específicas, como pós-operatórios ou inflamações, é recomendado moderar o consumo.
O mito e a verdade
- Mito: Todo alimento remoso é proibido.
- Verdade: Não é que o cheddar seja “veneno” para a cicatrização, mas o excesso de gordura e sódio pode atrapalhar o organismo que precisa de nutrientes mais leves e anti-inflamatórios.
- Mito: Queijos naturais não são remosos.
- Verdade: Mesmo queijos menos processados, como o cheddar artesanal, ainda têm gordura saturada que pode dificultar a digestão em pessoas sensíveis.
- Mito: Remoso é apenas superstição.
- Verdade: Apesar de não ser um termo científico, o conceito de remoso tem relação com a forma como o corpo reage a certos alimentos mais pesados, especialmente em momentos delicados.
O que a ciência fala sobre o cheddar
Do ponto de vista científico, não existe uma classificação oficial que diga se um alimento é ou não remoso. O que existe são estudos sobre digestibilidade, impacto de gorduras saturadas, colesterol e sódio no organismo. O cheddar é um queijo amarelo, envelhecido, que pode variar muito em composição dependendo da forma de produção.
- Cheddar natural: quando feito de maneira tradicional, é mais nutritivo e contém cálcio, proteínas e vitaminas importantes.
- Cheddar processado: aquele usado em fast food ou vendido em bisnagas costuma ter aditivos, corantes e mais sódio, o que pode realmente sobrecarregar o corpo.
Assim, o impacto do cheddar vai depender da quantidade ingerida e da qualidade do produto.
Quando evitar o consumo de cheddar
Algumas situações em que vale a pena evitar ou reduzir o consumo do cheddar:
- Pós-operatório imediato, para evitar inflamações.
- Pessoas com colesterol alto, já que o queijo é rico em gordura saturada.
- Quem sofre com retenção de líquidos ou hipertensão, devido ao excesso de sódio.
- Pessoas com intolerância à lactose, que podem sentir desconfortos intestinais.
Alternativas ao cheddar em momentos de recuperação
Se a ideia é evitar alimentos considerados remosos sem abrir mão do sabor, algumas opções podem substituir o cheddar em receitas:
- Queijo branco (como minas frescal ou ricota).
- Queijo cottage, que é mais leve e menos gorduroso.
- Queijo mussarela fresco em pequenas quantidades.
- Requeijão light sem aditivos artificiais.
Essas alternativas costumam ser mais leves e digeridas com maior facilidade pelo organismo.
Como consumir cheddar de forma equilibrada
O cheddar não precisa ser eliminado da dieta, mas o consumo consciente é essencial. Algumas dicas:
- Prefira cheddar natural ou artesanal em vez do processado.
- Evite exageros em lanches industrializados com muito queijo.
- Combine com alimentos leves, como saladas, para equilibrar a refeição.
- Se estiver em recuperação de cirurgia, espere a liberação médica antes de consumir.
Tradição popular x medicina
É curioso perceber como a cultura popular influenciou a forma como enxergamos os alimentos. Muitas vezes, médicos e nutricionistas recebem pacientes perguntando sobre alimentos remosos. Apesar de não ser um conceito usado pela medicina, há um fundo de verdade: comidas muito pesadas realmente podem dificultar processos de cicatrização e recuperação.
Nesse sentido, o cheddar se enquadra como um alimento que deve ser consumido com cautela em certas fases, mas não precisa ser tratado como um vilão absoluto.
O cheddar pode ser considerado remoso dentro da tradição popular, especialmente por ser gorduroso e, em versões processadas, cheio de sódio e aditivos. A verdade é que ele não é proibido, mas deve ser consumido com moderação, principalmente em momentos de recuperação. O mais importante é equilibrar a dieta, priorizando alimentos naturais, ricos em nutrientes e de fácil digestão. Assim, o cheddar pode continuar fazendo parte da vida, mas sem exageros e com consciência.
