Qual diferença entre inhame, taro e cará?
Muita gente já se confundiu ao tentar comprar inhame, taro ou cará na feira. À primeira vista, todos parecem iguais: tubérculos com casca grossa e aparência rústica. No entanto, cada um desses alimentos tem origem, sabor, textura e até valor nutricional diferentes. Entender essas distinções é essencial para escolher o produto certo e aproveitar ao máximo suas qualidades culinárias e de saúde.

A importância de conhecer as diferenças
Esses três tubérculos são usados em várias regiões do Brasil e do mundo, mas os nomes variam bastante. O que em um lugar chamam de inhame, em outro pode ser cará. Já o taro muitas vezes é confundido com inhame em algumas cidades, o que aumenta ainda mais a confusão. Saber identificar cada um é útil não apenas para cozinhar corretamente, mas também para explorar melhor seus benefícios.
O que é o inhame?
O inhame é um tubérculo da família dos Dioscorea. No Brasil, especialmente no Sudeste e no Sul, o termo “inhame” geralmente se refere ao taro, mas tecnicamente o verdadeiro inhame é o cará. O inhame possui polpa clara, casca marrom e textura cremosa depois de cozido. É bastante usado em sopas, caldos e até em receitas doces.
- Textura: macia e cremosa.
- Sabor: suave, levemente adocicado.
- Uso: caldos, purês, vitaminas e até bolos.
O inhame é conhecido também pelas propriedades de fortalecimento do sistema imunológico e pela ação detox, já que ajuda na limpeza do sangue.
O que é o taro?
O taro é da família das Aráceas e tem origem asiática. Ele se destaca pela polpa esbranquiçada com pequenas fibras arroxeadas, além de uma textura mais firme que o inhame. O taro é muito comum na culinária oriental, sendo usado em sopas, sobremesas e pratos salgados. No Brasil, em alguns lugares ele é chamado de inhame, o que gera grande confusão.
- Textura: firme, com fibras perceptíveis.
- Sabor: mais terroso, levemente adocicado.
- Uso: cozidos, fritos, chips, sobremesas orientais.
Uma característica importante é que o taro cru pode causar irritação na boca e garganta devido a cristais de oxalato de cálcio. Por isso, deve sempre ser consumido cozido.
O que é o cará?
O cará é o verdadeiro inhame em termos botânicos, pertencente também à família Dioscorea. Existem diferentes variedades, sendo as mais comuns o cará roxo e o cará branco. Ele tem formato mais alongado, casca grossa e polpa clara. Diferente do taro, o cará costuma ser maior e menos fibroso.
- Textura: mais densa e menos cremosa que o inhame.
- Sabor: neutro, suave, quase sem doçura.
- Uso: substituto da batata, cozido, frito, assado ou em purês.
O cará é muito nutritivo, rico em carboidratos complexos que fornecem energia de forma gradual, além de vitaminas e minerais.
Diferenças principais entre inhame, taro e cará
Para não se confundir na hora da compra, vale destacar os pontos que diferenciam cada um:
- Inhame: polpa cremosa, sabor suave, muito usado em caldos e sucos.
- Taro: menor, com fibras arroxeadas na polpa, sabor terroso, comum na culinária asiática.
- Cará: mais alongado, polpa firme, sabor neutro, ótimo substituto da batata.
Benefícios nutricionais
Todos são ricos em carboidratos, fibras e minerais, mas cada um tem seus destaques:
- O inhame é associado à melhora da imunidade e desintoxicação.
- O taro é rico em fibras, ajudando na digestão.
- O cará fornece energia de longa duração e ajuda a regular o intestino.
Como usar cada um na cozinha
Esses tubérculos podem ser preparados de formas variadas. Algumas ideias incluem:
- Inhame: vitaminas matinais com limão, purês leves e sopas detox.
- Taro: chips crocantes, ensopados orientais e doces como bolinhos fritos.
- Cará: cozido com temperos simples, refogado ou como base de escondidinhos.
Curiosidade sobre a nomenclatura
No Nordeste do Brasil, o que chamam de inhame na feira é, na verdade, o cará. Já no Sudeste, muitas vezes o taro é vendido como inhame. Essa variação regional ajuda a confundir ainda mais. O ideal é observar bem a aparência para não levar o tubérculo errado.
Apesar de parecidos, inhame, taro e cará têm diferenças claras em sabor, textura, origem e até benefícios nutricionais. Saber distingui-los ajuda não apenas na cozinha, mas também no aproveitamento de suas qualidades para a saúde. Seja para preparar um caldo nutritivo, um prato oriental ou um simples acompanhamento do dia a dia, esses tubérculos são aliados poderosos e versáteis.
