Qual Peixe é Remoso para Cirurgia? Saiba quais evitar
Quem já passou ou vai passar por uma cirurgia certamente já ouviu algum médico, nutricionista ou até familiares falarem sobre evitar comidas “remosas”. Essa palavra, muito usada na cultura popular, traz dúvidas sobre quais alimentos realmente podem atrapalhar a cicatrização e prolongar o tempo de recuperação. Entre esses alimentos, os peixes estão no centro da discussão, pois muitos acreditam que alguns tipos devem ser cortados da dieta por um tempo após o procedimento cirúrgico. Neste guia vamos explicar quais peixes são considerados remosos, o motivo dessa classificação e como cuidar da alimentação para que sua cicatrização seja mais rápida e saudável.

O que significa alimento remoso?
O termo remoso é popular, mas tem um fundo de verdade quando falamos de recuperação após cirurgias. Em linhas gerais, um alimento remoso é aquele que pode:
- Aumentar processos inflamatórios no corpo.
- Prejudicar a cicatrização da pele e dos tecidos internos.
- Provocar reações alérgicas, coceira, vermelhidão ou até infecções na região operada.
Embora a ciência moderna não use a palavra “remoso” oficialmente, médicos e nutricionistas reconhecem que certos alimentos realmente devem ser evitados no pós-operatório. E é aqui que entra a polêmica dos peixes.
Por que alguns peixes são considerados remosos?
O peixe em si é um alimento saudável, rico em proteínas, ômega-3, vitaminas e minerais. Porém, o problema está no tipo do peixe e na forma como o corpo reage a ele. Alguns são mais gordurosos, têm maior potencial alergênico ou podem causar inflamações. Quando consumidos logo após uma cirurgia, esses peixes podem atrapalhar a cicatrização e até aumentar o risco de infecção.
Peixes remosos mais comuns
Entre os mais citados como peixes remosos, estão:
- Cavala
- Atum fresco em excesso
- Sardinha muito oleosa
- Bagre
- Enguia
Esses peixes possuem maior teor de gordura ou são conhecidos por provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis. O excesso de gordura dificulta a cicatrização, já que pode estimular processos inflamatórios no corpo.
Peixes que também merecem atenção
Alguns peixes de água doce, como tilápia e tambaqui, geralmente não causam grandes problemas, mas se forem preparados fritos ou com muito óleo, acabam se tornando prejudiciais. Portanto, além do tipo do peixe, é essencial prestar atenção no modo de preparo.
Outro ponto importante é a procedência. Peixes mal conservados, com contaminação bacteriana ou parasitas, podem causar infecções intestinais que atrapalham diretamente a recuperação pós-cirúrgica.
Peixes menos problemáticos
Nem todos os peixes precisam ser eliminados. Em muitos casos, o médico até incentiva o consumo de peixes magros e de carne branca, pois são ricos em proteínas de fácil absorção. Entre os mais indicados estão:
- Linguado
- Pescada
- Badejo
- Merluza
- Robalo
Esses peixes costumam ter baixo teor de gordura, são de fácil digestão e fornecem nutrientes importantes para regeneração dos tecidos.
O que dizem os médicos sobre peixes no pós-operatório
Alguns especialistas recomendam suspender totalmente o consumo de peixe nas primeiras duas semanas após a cirurgia, justamente porque é um período delicado de cicatrização. Outros orientam apenas evitar os peixes mais gordurosos e apostar em versões mais leves, cozidas ou grelhadas, sem excesso de temperos fortes.
Ou seja, não existe uma regra única. O ideal é sempre seguir a orientação do médico ou nutricionista que acompanha o paciente, já que cada organismo responde de uma forma diferente.
Outras comidas remosas além do peixe
Já que falamos de alimentos que atrapalham a recuperação, vale lembrar que não é só o peixe que pode ser considerado remoso. Também entram nessa lista:
- Carne de porco muito gordurosa.
- Frutos do mar como camarão e caranguejo.
- Ovos em excesso.
- Comidas muito temperadas e apimentadas.
- Doces e alimentos ultraprocessados.
A lógica é simples: quanto mais difícil de digerir ou mais inflamatório for o alimento, maior o risco de prejudicar a cicatrização.
O que comer para ajudar na cicatrização
Se alguns peixes devem ser evitados, outros alimentos podem ser aliados poderosos. Entre os mais recomendados para acelerar a recuperação estão:
- Carnes magras como frango e peito de peru.
- Frutas ricas em vitamina C (laranja, acerola, kiwi), que ajudam na produção de colágeno.
- Verduras e legumes (couve, cenoura, abóbora), que fornecem antioxidantes e fibras.
- Grãos integrais e leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico.
- Água em abundância, fundamental para o processo de cicatrização.
Esses alimentos garantem os nutrientes necessários para o corpo se recuperar de maneira mais rápida e saudável.
Como montar um cardápio seguro no pós-cirúrgico
Uma boa dica é organizar refeições simples e leves, sem exageros. Exemplos de combinações seguras:
- Almoço: arroz integral, frango grelhado e salada de folhas.
- Jantar: peixe magro cozido no vapor com purê de batata-doce.
- Lanches: frutas, iogurte natural ou castanhas em pequenas quantidades.
O importante é evitar tudo que seja muito gorduroso, pesado ou que possa causar alergias.
Saber quais peixes são remosos para cirurgia ajuda a evitar complicações no pós-operatório. Peixes como cavala, sardinha muito oleosa, atum em excesso, bagre e enguia devem ser evitados. Já opções mais leves, como pescada, linguado e merluza, podem ser consumidas com moderação, sempre com a orientação do médico. No fim, a regra é simples: prefira alimentos leves, frescos e nutritivos, deixando os mais gordurosos e fortes de lado até que o corpo esteja totalmente recuperado.
